“Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”. (Efésios 2.7)
No domingo dia 13 de novembro 2022 eu fiz uma exposição desta passagem bíblica, onde o apóstolo Paulo fala claramente sobre o que Cristo fez, dando vida, visto que estávamos “mortos” considerando o efeito do pecado na raça humana.
Chamei a atenção ao fato de que, no versículo 7, é apresentado um objetivo especial: Mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da Sua graça…” – ou seja, esse texto nos alcança hoje, pois somos partes desses “séculos vindouros” de que o apóstolo faz referência, e a obra de Cristo deve ser mostrada, anunciada, devemos fazê-la conhecida!
O texto bíblico exalta a obra que Deus tem realizado, e que deve ser mostrada:
- Riqueza pelo que éramos: Os versículos 2 e 3 de Efésios 2 apontam exatamente o que o homem era antes de conhecer Jesus Cristo. Era espiritualmente morto, e isso se evidenciava através de três motivações ruins – a) o curso deste mundo, o “príncipe deste mundo”, e as inclinações da própria carne. Sem Jesus Cristo, essa é a realidade do homem… E a vida que Cristo dá nos livra dessas motivações erradas;
- Riqueza pelo que somos: Ensina-nos também o texto que, tendo sido libertos de tais motivações, o Senhor Jesus nos “ressuscitou” e “nos fez assentar em lugares celestiais”. O primeiro termo (ressuscitou) é uma referência ao fato de que não estamos mais “mortos” espiritualmente, agora temos vida, e a segunda expressão (assentar em lugares celestiais) apresenta o status da transformação realizada em nós – deixamos de viver sob as mais “pobres” inclinações, para viver como que “cidadãos dos céus”!
- Riqueza pelo que seremos: O verso 10 aponta que fomos criados em Cristo para as boas obras, as quais ele preparou de antemão para que andássemos nelas. A nossa presente condição, de cidadãos transformados, nos dá uma condição de vivermos um futuro melhor, nos capacitando a voltar para o verdadeiro objetivo para o qual fomos criados – A glória de Deus, através de obras que evidenciem a obra salvadora de Cristo.
Portanto: Há uma realidade espiritual a ser mostrada sempre, a todas as gerações, inclusive em nossa própria geração: O ser humano sem Cristo está espiritualmente morto! Isso o leva a fazer as piores escolhas, a caminhar segundo as piores motivações. Porém, há vida em Cristo, e esta verdadeira vida trasforma as nossas motivações e trabalha a nossa natureza, elevando-nos à santa presença de Deus. E a presença de Deus capacita as nossas mãos, a fim de podermos oferecer boa obra para o louvor de sua glória! E você… possui essa riqueza? É um “rico” que vive como “pobre”, ou um “pobre” que tenta viver como se fosse “rico”?
Pastor Clodoaldo Caldas, IPB Araxá